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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Copacabana, Princesinha do Mar

                    À “Princesinha do Mar” 


À estátua de Drummond restaurada


Por câmeras vigiada, vinte e quatro horas
Por dia e o poeta de óculos novos, hem!
Que maravilha!

Sentado no colo da “Princesinha do Mar”
Deixando-se amar como se criança fosse
Deixando viajar-se nas lentes do turista
De todas as raças, religiões ou cores.  
Ô poeta, nem assim, em ferro ou bronze
Aquieta-se, de emoção nos deixa patéticos
A pensar no amor. Já  nem sei lhe chamo
De voce ou de senhor. Itabira de ferro
E aço nunca há  de mostrar cansaço no amor.

Poeta, como é  ser feito de ferro ou bronze
E botar tanta gente ao seu redor?!
Quem ao Rio vier e não lhe visitar
Algo com certeza na bagagem irá faltar
E agora vigiado por câmeras, o poeta pode ficar
Tranquilo nos braços da nossa “Princesinha do Mar.”


De J R Cardoso, por e-mail 

PLINIO PRESIDENTE



O poeta Manoel Hélio declara o seu apoio à candidatura de Plínio para presidente do Brasil, com a Frente de Esquerda (PSOL, PSTU e PCB), mais os movimentos sociais engajados na luta dos trabalhadores e das trabalhadoras.

domingo, 27 de dezembro de 2009

SOLIDÃO A DOIS



SOLIDÃO A DOIS
(R J Cardoso)

O Telefone tocou, era de madrugada e eu trancado em minha casa, em plena Cidade Maravilhosa, numa incrível solidão. Atendi. Do outro lado uma voz me perguntou:


“Alô, qual é seu nome, posso saber? Não tenha medo eu só lhe quero falar de amor!”.


Confesso que senti meu coração acelerar naquele instante, pois eu não esperava por nenhuma ligação àquela hora. Disse apenas meu nome e me limitei a ouvir aquela voz em forma de canção. À medida que a voz vibrava em meus ouvidos, eu me excitava. O certo é, que já no inicio da conversa minha fantasia chegava ao extremo. Eu a pedi para se identificar, mas ela se recusou. Falou-me de coisas maravilhosas e marcamos um encontro. Cada um descreveu sua característica e traje que usaria para o reconhecimento. E depois desligou...


Fiquei imaginando como seria vê-la ao vivo e a cores. E enquanto imaginava meu coração saltava dentro do peito. Cada minuto demorava o que demora um mês e eu só tinha uma certeza: o tão sonhado dia chegaria; como chegou.


Tomei um ônibus próximo da estação de trens da Central do Brasil. Ao passar pela roleta perguntei ao cobrador se aquele ônibus passava na praça da felicidade, onde havíamos marcado o encontro e ele me respondeu que naquele lugar era proibida a passagem de veiculo automotor, explicando-me que o amor precisava de silêncio para a vida se completar. E tomado pela emoção que só é peculiar ao ser humano, sentei-me num banco ao lado do motorista, pois eu queria vislumbrar a paisagem sonhada por Monet.


Pedi ao motorista para eu descer no ponto mais próximo da praça. Dito e feito. Quando chegou ele parou, disse que eu podia descer e dobrar à direita. Passei por diversas casas de construções medievais, cujas ruas tinham forma de amor. Ao chegar, parei na esquina e pude avistar a mulher de meus sonhos. Aproximei-me e disse meu nome. Ela sem titubear me abraçou e me beijou ardentemente. Suas mãos cálidas deslizavam em meu corpo sôfrego e eu a amei como quem nunca havia sentido as delicias do amor. Escondi-me sob suas tranças e me deleitei do máximo que o amor podia oferecer. Sob as luzes de néon saímos a caminhar pela calçada, e os jardins floridos nos sugeriam noites de amor sem fim. Nosso olhar nos conduzia ao infinito e o sorriso reforçava o amor. Levou-me para a casa dos sonhos onde amamos, amamos e depois nos despedimos – Despediram-se corpo e alma, o amor não se despede nunca, se transforma em um recomeço – Ela seguiu seu destino, eu voltei para casa e fiquei aguardando até que o telefone tocasse outra vez.


Texto de R J Cardoso, por e-mail
Ilustração: José Geraldo da Silva

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DECLARAÇÃO

DECLARAÇÃO
                                              (R J Cardoso)



Permitirei que conheças todos os meus pensamentos...
Todos os meus segredos e todos os meus lamentos
Sob esse céu azul repleto de luz e de perspectivas
Onde posso ver o brilho das estrelas no tempo presente.

Esse amor que eu conheço  é a verdade dos que amam
Mas não é  um lugar apenas, não é uma paisagem verdejante.
Onde há aves, folhas, sons melancólicos e ar rarefeito.
Apenas anjos tocando seus clarinetes sob o olhar de Deus...

Eu só lhe pediria para não ovacionar o olhar perdido de toda essa
multidão...É com toda inocência da poesia, com um apelo no ar...
Mas para que chorar se a alegria está nesses gestos tão 
Infantis onde tudo desperta nos braços das ilusões perdidas. 

Como pode um amor, sem recíproca, nem beijo ardente, me diria.
De tão distante, por telefone vêm às lágrimas!
Que brotam, molham e escorrem sobre o rosto e torna esse olhar
Hermético qual larva de um vulcão.

Vem-me... É como se fosse a hora da partida e abre outra janela,
Sem rancor, sem amarguras, sem pudor, sem piedade e melancolia.
Oh! Deixe esse olhar de abandono num lago ao frisson do vento e
Posta-se de seios para o poente qual sereia a boiar no calmo mar.

Oh, doce vida! Sobre a chama ardente que envaidasse e tortura.
Placidamente deixa vagar no peito alegria e descontentamento.
Transforma meus castelos, onde habitam anjos de minha paz e faz
Vibrar o espelho dessa multidão que te ama e te idolatra. 

Eu sei! Esse amor sabe que essa agitação é passageira, acalme-se
Que é apenas o momento da criação no calmo sossego da poesia,
Que surge e beija-me a face como fosse a gota d’água, o último
Suspiro, que me afaga, me encanta e me deixa delirando de tanto prazer!

Tu és sonho do sonho, o poeta inconsciente que vagueia nessa
Casa com teus suáves passos e serena musicalidade.
És tu! uma clave de Sol enfeitando a canção das águas em pleno
Luar em simetria e fragrância qual adolescente a brincar.

Teus versos transportam pulsações afetuosas! – flores!
Sonho fraterno nunca imaginado pelos que procrastinam a vida.
Visões de riachos partindo da fonte e colorindo paisagem
Crespa, "Sobre o panorama crucificado e monstruoso dos telhados!"(*)

Por que não vens? Por que não acentua tua candura a todos?
Por que não impregna essa alma nesse aroma macio de flores?
Deixe que o homem se envolva na face de teus personagens,
amor, doce amor, misterioso amor! 

Amor, sonho declarado, tu és a antevisão.
Só tu sabes e aceitas todas às minhas idéias
São palavras de vida e de sonho em mim
O teu mundo, a tua lâmpada e a tua calmaria. 


Créditos
Texto de R J Cardoso 
Foto: Manhã de 06 de agosto de 2006 em Pitangueiras - Guarujá - SP 
Autor desconhecido no site sobreasondas, atualmente fora do ar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O AMOR VIROU SAUDADE

O AMOR VIROU SAUDADE


O AMOR VIROU SAUDADE 
 R J Cardoso


De repente o amor se fez ausente
Levado pela brisa, de repente,
Qual nevoeiro ao poente

No coração se fez canção matiz
De repente, a ausência crispada
Era tudo ou era nada?
De repente a palavra nada diz

Mas soam os sinos de Belém
E o amor vai da esperança além
Tudo era verdade ou mentira
Nem raiva, nem ira, saudade apenas.

Aconchegue-se no mais calmo sossego meu
De repente, quem sabe, nele está a felicidade...
Nem lamento, nem magoa, nem rancor
De repente nosso amor virou saudade.


Créditos
Texto de J R Cardoso, por e-mail..
Foto "Amanhecer no Guarujá" de José Geraldo da Silva
Seleção de fotos de Daniela Giscard 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O aquecimento do Globo








    Os maiores responsáveis pela emissão de gás carbônico na atmosfera somos nós, os seres racionais. Por conseguinte, o aquecimento do globo terrestre está relacionado ao comportamento humano; o amor a si mesmo, à vida, à natureza e ao planeta. A mesquinhez, o materialismo, a ganância, a violência no campo e na cidade, a agressão ao meio ambiente, que geram a poluição.
    O século passado foi marcado pelo otimismo e, talvez, por exagerada autonomia, quando se pode conquistar muita coisa, como o extraordinário avanço da tecnologia. Foram vencidos todos os obstáculos no espaço, coisa que antes era tida como impossível, o homem alçou vôo e pousou na Lua.
    O sistema de telecomunicações e o progresso da ciência alcançaram seu ápice... Crescemos e suplantamos opiniões e tínhamos a certeza de que o mundo melhoraria, e isso traria retorno fundamental para todos os momentos e que esse progresso nos daria o controle da natureza, o que tem sido um grande problema.
    A partir de então ficamos todos preocupados com o degelo dos pólos, com a abertura na camada de ozônio e com o aquecimento da terra. Então, esses descobrimentos que deveriam, em princípios, ser solução, devidamente controlados, colocariam o mundo em perfeita ordem e o transformaria na paz tão sonhada, tranqüilizaria enriquecendo-o cada vez mais. Mas foi mera ilusão. Tentamos transformar este planeta, a partir da ciência, num jardim em flores, mas o transformamos num inferno em chamas com o uso da inteligência para conquistar nossos sonhos.
    Agora perdemos o fio da meada e vemos todos os dias à natureza pedindo socorro. Bastam nada mais, nada menos, que alguns minutos de vento forte e vendaval, para acontecerem terríveis desordens, agitação ecológica e isso nos deixa preocupado, e sem saber o que fazer. Vivemos momento complexo nesta natureza que nós mesmos tentamos controlar. E ai, fica a pergunta: “... E agora José...?”


Texto de R J Cardoso, por e-mail 


E agora Raimundo?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cerceamento à liberdade de imprensa


Alencar critica cerceamento à liberdade de imprensa no País

Entidades nacionais e internacionais também condenaram decisão do STF que manteve censura ao ''Estado''
Alfredo Junqueira, Clarissa Oliveira, Moacir Assunção e Ricardo Brandt


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O vice-presidente José Alencar afirmou ontem estar preocupado com o que considerou cerceamento à liberdade de imprensa, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivar recurso do Estado que pedia o fim da censura a que está submetido. Há 134 dias o jornal está proibido de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A mordaça foi imposta pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) no dia 31 de julho.                       



Veja Também

Cerceamento à liberdade de imprensa preocupa, diz José Alencar


especialESPECIAL: Estado sob censura
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linkPara jurista, Corte não deve adotar postura burocrática
linkEm editorial, 'O Globo' pede fim da censura prévia ao 'Estadão'
link'Estado' ganha o Prêmio Esso por revelar atos secretos


"Eu não quero entrar no mérito do caso em si. Agora, tenho preocupação quando há decisão que cerceia a liberdade de imprensa", disse Alencar. "Tem uma frase antiga que agora não me está ocorrendo quem é o autor. Ela diz assim: "o preço da liberdade é a eterna vigilância". Um dos instrumentos mais importantes para liberdade é a liberdade de imprensa. É isso que fortalece a democracia."

Entidades nacionais e internacionais ligadas ao jornalismo e à defesa da liberdade de expressão repudiaram ontem a sentença do Supremo. A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, divulgou nota em que classifica a decisão do STF de "incompreensível e perigosa". A entidade afirma que o arquivamento é "um grave revés para a liberdade constitucional fundamental".

"Incompreensível porque foi essa mesma jurisdição a que revogou integralmente, no passado mês de abril, a Lei de imprensa de 1967, herdada do regime militar. Perigosa, pois esta validação de uma medida de censura preventiva estabelece um precedente arriscado que poderá ser utilizado por personalidades importantes contra o direito dos cidadãos brasileiros a serem informados", informa.

Para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o STF "deu aval à censura no Estadão". "Além de sacramentar a mordaça à liberdade de informação típica da ditadura militar, o Supremo Tribunal deu mostra de seu inadequado entendimento acerca da Constituição, persistindo em incompreensões constantes em votos de vários dos seus membros, como o ministro Gilmar Mendes, que se tornou, como demonstram recentes julgamentos, um defensor de restrições ao exercício da liberdade de imprensa que a Carta Magna não admite", afirmou o presidente da instituição, Maurício Azêdo.

"O ministro Gilmar Mendes, no seu discurso, banalizou e justificou algo absurdo como a censura prévia, comparando a situação do Estado ao caso da Escola Base, que não tem relação alguma", criticou o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo.

As entidades Comitê de Proteção aos Jornalistas, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a ONG Artigo 19 também se manifestaram contra a decisão.

Para diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, apesar da derrota, a entidade crê que os argumentos de defesa do Estado serão vitoriosos na análise do mérito.


Frases

José Alencar Vice-presidente da República

"Eu não quero entrar no mérito do caso em si. Agora, tenho preocupação quando há decisão que cerceia a liberdade de imprensa"

"Um dos instrumentos mais importantes para liberdade é a liberdade de imprensa. É isso
que fortalece a democracia"


Fonte: O Estado de São Paulo 
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091212/not_imp480851,0.php

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Janjão Santana e Raimundo Santana

Luciano Santana nos envia uma foto de seu bisavô e explica



Nesta foto vemos vários fazendeiros reunidos na fazenda do senhor Otávio de Araujo.
Um deles é meu bisavô Janjão Santana, ao lado está seu filho Raimundo Santana meu avô.
Janjâo é o de botas e barba grande,  ao lado direito está meu avô Raimundo.





Pedra de Santana localizada na cabeceira do rio Santana. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

RAUL SEIXAS VERSOS AVULSOS



Lei Maria da Penha pode ser extinta pelo Senado Federal


Conquista ameaçada



Com apenas três anos em vigor, a Lei Maria da Penha, que pune a violência contra a mulher, pode ser extinta pelo Senado Federal

Foto: Frederic jean/AG. ISTO É
LUTA Maria da Penha colhe assinaturas para evitar o fim da lei
Nas palestras em que é convidada a participar nos mais distantes rincões do País, a biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes costuma contar a história da mulher que a abraçou e, chorando, lhe agradeceu porque, desde que o marido da vizinha foi preso por espancá- la, seu próprio companheiro, temeroso de destino idêntico, nunca mais lhe bateu.
O caso traduz a essência da Lei Maria da Penha: mais do que punir com rigor os agressores, está modificando a cultura brasileira que tolera e considera normal um marido ameaçar, humilhar e até espancar a mulher. No Brasil, onde muitas leis ficam só no papel, esta surpreendeu por sua aplicação rigorosa e imediata.
Entretanto, corre sério risco de ser praticamente extinta. Tudo depende de um projeto de lei em tramitação no Senado. Se aprovado, modifica o Código de Processo Penal, fazendo com que os crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher voltem a ser considerados de menor potencial. Na prática isso significa impunidade.
Esses crimes voltariam a ser resolvidos com penalidades pecuniárias, como pagamento de cestas básicas e indenizações. "Estou apavorada com essa reforma", disse Maria da Penha. A preocupação de Maria da Penha, que vive sobre uma cadeira de rodas devido aos tiros que levou de seu ex-marido, um professor universitário que tentou matála por não se conformar com a separação, é a mesma de juízes, defensores públicos e promotores de Justiça que militam na área da violência doméstica.
"A Lei Maria da Penha basicamente é revogada com esse novo Código de Processo Penal", alerta a juíza fluminense Adriana Ramos de Mello, presidente do Fonavid, o fórum que discute a questão da violência familiar. A ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, também está angustiada. "Esse projeto não pode ser votado da maneira que está porque praticamente acaba com uma lei que a ONU classifica como uma das três melhores existentes no mundo para diminuir a violência contra a mulher", adverte a ministra.
Ninguém é contra a reforma do Código de Processo Penal, que vigora desde 1941. O que aflige é a falta de cuidado da comissão do Senado que redigiu o projeto com a realidade enfrentada pela mulher brasileira. Após a implantação da Lei Maria da Penha, em 2006, as mulheres têm buscado mais os seus direitos.
Dados do Conselho Nacional de Justiça estimam em mais de 150 mil o número de processos instaurados nos Juizados da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no País, a partir da lei. Desde a sua implantação, mais de 1,8 mil homens foram presos e quase 20 mil mulheres foram beneficiadas com medidas de proteção e segurança. "A minha participação, agora, é coletar assinaturas contra a aprovação dessa reforma", diz Maria da Penha.



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nomes de ruas

Luciano Santana escreve.
Meu nome é Luciano Santana, solicito as autoridades de Sericita que aprovem na câmara municipal a mudança do nome das ruas do bairro chacara velha, que possuem nomes de estados brasileiros, para colocarem nomes de pessoas, uma das ruas poderia se chamar: Clébio Campos Ribeiro, falecido em  28/03/2000 prefeito na época!!! 


A sugestão do Luciano vem de encontro aos meus desejos, devemos homenagear as pessoas que participaram da fundação de Sericita e/ou contribuiram para seu engrandecimento. 


Meu avô Pedro Gomes da Silva deveria ser nome de rua, outras pessoas que contribuiram nos alicerces de Sericita deveriam ser lembrados. 

O Rio Santana nas lembranças de Lázaro Santana Rosa e Raimundo João Cardoso



O que será de você, 
meu caro Rio Santana, 
daqui a trinta ou quarenta anos?
O que será de nós?


Lázaro Santana Rosa escreve:
Linda história de vida de Raimundo João Cardoso.


Lí atentamente sua trajetória de vida e quero dizer-lhe, que me lembro de meus pais citar algumas vezes o nome de Saturnino, provavelmente o de seu pai. Possivelmente já tenhamos deparados em nossa infância pelas ruas de nossa Sericita, principalmente no comércio de João Queirós, uma "venda" onde se vendia de tudo, como ocorre até hoje.
Lembro-me que os principais comércios daquela época em Sericita, eram o de João Queirós, Neneco Cirilo e João Arantes, além da Loja de tecidos do Sr Manoel de Araújo. Meus pais saiam da roça, de nossa propriedade na Cabeceira de Santana, para fazerem compras de roupas e outros utensílios para uso na lida diária. Nós ficávamos em casa na espera de nossos pais, que com muita alegria levavam pães, bala doce, pirulitos e muitas outras coisas. Era uma festa para a criançada.
Espero que o Sr Raimundo João Cardoso leia este comentário e que ele faça novos comentários sobre Sericita. Talvez por ter saído muito cedo de Sericita, não se lembra de meus pais que são Raimundo Santana e Corina Rosa. Meu irmão mais velho é Cici Santana.
O que Raimundo Cardoso não deve esquecer é do Rio Santana, certamente já nadou muito em suas águas.
Por isso coloco nesse espaço algo que escrevi a respeito desse querido Rio:

“Saudades de um Rio”
Lázaro Santana Rosa – 01jan98

Montanhas, vales e morros circundavam a Fazenda.
As matas e as grandes pedras enfeitavam o ambiente.
Das entranhas da terra, naquele cenário lindo, jorrava cristalina e pura, a água, líquido precioso e imprescindível à sobrevivência dos moradores.
Formou-se um leito e naquele leito, escorregantemente, descia ladeira afora, aquele líquido, entremeado a raízes, troncos e pedras. E formavam poços, lagoas e remansos.
Aquele leito ganhou um nome: Rio Santana. Eu era um menino, uma criancinha mesmo, mas me lembro bem: naquele rio, com a meninada da época, banhávamos nos finais de tarde. Até podíamos arriscar alguns saltos para mergulho. Atravessá-lo a pé, jamais.
Das pequenas cachoeiras e quedas d’água que se formavam no seu curso, ouvíamos o seu cantarolar. Um espetáculo! Até parece que ele nos saudava, ou quem sabe, nos implorava para mantê-lo vivo, e não deixasse que mãos insanas o assassinassem.
O barulho ensurdecedor das águas, principalmente no silêncio da noite, simbolizava talvez, um grito de alerta, já imaginando um futuro impiedoso e cruel.
Mais de trinta ou quarenta anos se foram. As águas já não são tão volumosas e cristalinas como antes. Já se pode atravessá-lo a pé, quem sabe, com um passo largo.
As matas e vegetações que enfeitavam suas margens foram substituídas pelos cafezais. Fertilizantes e agrotóxicos são usados com freqüência, sem os cuidados necessários. Mas e daí? Daí, é que este líquido tão precioso, pode estar sendo contaminado e pode nos contaminar também.
O que será de você, meu caro Rio Santana, daqui a trinta ou quarenta anos? O que será de nós?
Ah! Que saudades de um Rio!

Lázaro Santana Rosa

30 de Agosto de 2009 07:18, por depoimento.





O texto abaixo é de Raimundo João Cardoso (R J Cardoso) e faz parte da abertura da obra Amor Para Sempre
Em 1949. O rio Santana, sustentados pelos campos sinuosos e pelos quilômetros sucessivos de canais na baixada, à leste do arraial, chegava inclinado ao centro do povoado, cortando as barrancas de Sericita para só então se estender pela fumegante carvoaria, de fornos profundos e antigos, que, à noite, adquiria vida com o sopro ativo do vento. Um lugar que à tarde as crianças, em sua maioria alegre, se sentiam sufocadas. Depois da carvoaria, o rio se estreitava e apresentava uma curva fechada na direção norte para abraçar a encosta da montanha desnuda.
Depois, continuava ondulante pelo campo de futebol de duas traves, recém-recuperado. O campo tinha sido abandonado durante o período da guerra; mas, assim que os homens retornaram da Itália, grupo de voluntários tinha trabalhado duro para recuperá-lo ao seu estado anterior, com a relva baixa e nivelada de maneira a ludibriar olhares, aprovisionado de estorvo de areia, tendo no rio um obstáculo de água reentrante, transposto por belas pontes de concreto.
Chique-chique, taboas e juncos cresciam nas margens confinante à água; e no auge do verão havia copo-de-leite e mamonas bem como carregadas nuvens de lavadeira e borboletas. Não se precisava ir muito longe seguindo a correnteza para ver tambaquis ou piabas. Havia serpentes, com certeza, e ratos perfumados, além de ligeiro temor de afogamento. Porém, na pior das hipóteses, a água era tida somente como um pequeno risco, somente como alguma coisa natural, alguma coisa para qual se podia fazer vistas grossas sem problemas algum. A maior parte dos moradores de Sericita ia do berço à sepultura sem se preocupar sequer uma vez com o rio. Com certeza, não havia meio de mudar isso.
Quando saia do campo de futebol, o rio atravessava por sob os arcos alinhados da apertada ponte da estrada que marcava o contorno sul do arraial e, finalmente, entrava no arraial propriamente dito, passando por detrás da fábrica de laticínio lá próximo das trilhas duplas, depois pelo matadouro e pelos derradeiros paióis que restavam.
O setor cafeeiro ainda estava em ação no ano de 1940, e uma fabrica de laticínio era alguma coisa de suma importância para um arraial tão pequeno, uma vez que representava colocação tanto para trabalhadores homens quanto para trabalhadoras mulheres: tarefa sazonal, importante e pesada no processamento de leite e seus derivados. O emprego era bem recompensado, mas, por se tratar de produto inteiramente condicionado ao mercado e as pastagens especiais, a fabricação tinha seus tropeços. O emprego tinha sido contínuo só durante a guerra, quando milhares de litros de leite chegavam em possantes caminhões para serem preparados e enviados para os homens que trabalhavam em terras distantes
No inverno, junto ao paiol de madeira, a garotada vestindo grossos casacos com aroma de naftalina apoiavam as luminárias nos forcados das árvores que se alinhavam na extensão do rio para retirar areia, arremessando-a com pás para as margens mais altas. Retirava com cautela na areia mais finas a fim de deixar os montes organizados o suficiente para serem postos no caminhão sob o céu azul de inverno, que não era negro, porém sempre de um azul-marinho mais carregado possível. Meninos da mesma família lutavam pela vez de carregar os caminhões; e luvas encarnadas eram abandonadas no local até que aparecessem novamente através do brilho sol de inverno, penduradas nos galhos verdes das arvores mais baixas, à espera da próxima estação. Havia noites em que, a luminosidade derivada da lua longínqua e dos astros refletia-se na água gelada, como objeto de cetim para indumentária de bodas, a criançada apagava as luminárias, honradas por estar ao ar livre à noite sozinha, sentindo-se protegidas pela luz da natureza.
Dentro de bem pouco tempo, porém, não haveria necessidade de as crianças tirar areia do rio Santana com pás para a própria sobrevivência porque os moradores estavam aventando a possibilidade da construção de um centro esportivo, um edifício majestoso em homenagem a Santa Rita de Cássia, padroeira do lugar. 2 de Novembro de 2009 18:09



Raimundo João Cardoso responde ao Lázaro Santana Rosa em 5 de Novembro de 2009 11:02
Lázaro, lembro-me de seu Raimundo, dona Corina e Cici.
Saí de Sericita com 18 anos de idade e lá muito pouco voltei, sou sobrinho do Angelo e Arminda pais de Conceição, Maria, Expedito e José Justo que quem voce deve se lembrar. Minhas tias Ana e Antonia moram em Sericita, agora, depois de morar em São Paulo por alguns anos estão lá também Minha mãe Josefina, Eva e Geraldo meus irmãos. Sou apaixonado por Sericita. Agora gostaria de lhe parabenizar pela bela poesia e lhe convidar para ler meu trabalho literario no Recanto das Letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/raijoao, abraço amigo!



Explicação: os textos acima foram copiados de depoimentos feitos aqui no Jornal de Sericita

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Arminda Sampaio Viana

Me chamo Lucimar Alves Ferreira Henriques


Minha vó paterna se chama:


Arminda Sampaio Viana e a família dela toda é dai de Sericita.
Segue baixo a árvore genealógica até onde eu sei.


Maria Sampaio Viana
Francisco de Paula


pais da minha vó Arminda.
abaixo os irmãos da minha vó.


Raimundo
Antônio
José - apelido de Leleco e que tem uma filha que se chama Neide.
Fizica
Maria
Rita
Tereza
e minha avó
Arminda




Gostaria muito de ter notícias da nossa família...
Aguardo anciosa pela resposta de vcs...
Um grande abraço á tds...

Segue foto da minha vó Arminda...



Minas

Minas é bom demais, tem queijo curado,
Café torrado e fazendas de fazendeiros bons.
Têm porcas com leitões, vacas leiteiras
Nos currais e gente boa pra não acabar mais.


Em Minas a vida é sensacional, não há corre-corre,
As pessoas pensam mais e todos são felizes
Nos braços de seus madrigais; o amor é mais
Latente entre amigos e distantes parentes.


Minas tem gente bonita de calma interminável
Cachoeiras e cascatas, saraus e serenata
Tem poesia de Drummond, escultura de Aleijadinho
Tem tanta coisa boa, que mesmo estando à toa
Nunca se está sozinho... “Ô Minas Gerais!


Quem te conhece não esquece jamais”.
 
De R J Cardoso


Recado de R J Cardoso aos leitores do Jornal de Sericita


Olá, amigos!
Gostaria muito de rever a fazenda de FRANCISCO COELHO, o pai de Paulo, Hermes, Dazinha e Luiz Antonio, foi que vivi meus primeiros dias. Se alguem tiver fotos envie-me para o E-mail raijoaocar@hotmail.com
Se quiser saber mais sobre mim acesse: http://www.rjcardoso.recantodasletras.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

O asfalto que caiu no buraco

Sericita 20 km de asfalto?
Vamos ver?
Conferir?






Decepção!
Ainda não. O asfalto ainda não chegou!
Ainda tem muita estrada de terra.




A tinta, pixe, que jogaram em cima da terra já se transformou em terra, ou seja em buracos.







Vejam a espessura do asfalto, comparem com o altura da sandália.
Não existe concreto para formar o asfalto: só tinta.






O papel amassado e mais espesso que o asfalto!



A placa deveria avisar cuidado buraco.



Antes de chegar na cidade um desnível em cima de um fio de d'água.

Tudo indica que as obras serão retomadas, desta vez será pra valer, desta vez vão colocar concreto debaixo da tinta preta?
Ou mais uma vez vão pintar a terra com pixe?

sábado, 14 de novembro de 2009

Protesto fecha a BR-381 durante 40 minutos em MG


Protesto fecha a BR-381 durante 40 minutos em MG

Segundo a PRF, cerca de 500 pessoas participaram do ato.
Tráfego no local já foi liberado.


Uma manifestação interrompeu o trânsito na BR-381 por 40 minutos, no trevo de Nova União, na tarde desta sexta-feira (13).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 500 pessoas participaram do movimento. O congestionamento na rodovia chegou a seis quilômetros nos dois sentidos.


Os manifestantes foram retirados da rodovia com a ajuda do Batalhão de Choque da Polícia Militar. De acordo com a PRF, o tráfego no local já foi liberado e não há mais congestionamento.

Do G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1378795-5598,00-PROTESTO+FECHA+A+BR+DURANTE+MINUTOS+EM+MG.html
Meu comentário:

Tem todo meu apoio.

Uma pena que não me convidaram.

Moro em São Paulo e utilizo a 381 para ir até São Pedro dos Ferros e Sericita, tenho que passar na rodovia da morte.
A população tem que se unir e exigir providências das autoridades, eu já vi muitos acidentes, principalmente numa curva perto de João Monlevade.

Parabéns a todos que participaram do protesto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NOTA AO PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE E À SOCIEDADE EM GERAL

São Bernardo do Campo, 31 de outubro de 2.009.

Nota ao Partido Socialismo e Liberdade e à sociedade em geral.

Comunicamos a todos, que o Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade - PSOL - de São Bernardo do Campo, reunido na data supra, deliberou formalizar junto às instâncias partidárias seu descontentamento e seu posicionamento frente aos fatos que tentam se impor acima dos debates e deliberações internas, bem como dar publicidade junto aos meios de comunicação em geral, que discordamos veementemente de posturas que estão sendo "alinhavadas" nestes últimos meses de forma, no mínimo, bastante questionáveis, tais como:
a) A Executiva Nacional remarcar para março/2.010 a Conferência
Eleitoral, contrariando a determinação do Congresso Nacional do partido de realizá-la no mês de outubro;

b) A Postura como a de nossa presidente nacional Heloisa Helena de manifestar, através dos meios de comunicação, seu apreço pela candidatura de Marina Silva, desprestigiando o Partido e construindo a política do fato consumado, favorecendo as disputas internas ante uma política de unidade partidária.

Nós, do PSOL de São Bernardo do Campo, queremos registrar nossa discordância com essas posturas e reafirmar que defendemos CANDIDATURAS PRÓPRIAS DE NOSSO PARTIDO EM TODOS OS NÍVEIS ..
Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade

Aldo Santos - Presidente
Melão Monteiro - Vice

Deus é fiel

Afinal, o que diabos significa dizer que Deus é fiel?

EIS UMA frase que vemos, atualmente, estampada por toda a parte: dos gigantescos outdoors aos vidros dos automóveis, sem falar dos templos, das traseiras de caminhões e das faixas ostentadas nas passeatas pop-evangélicas.
Num outro momento e lugar, esse fato talvez não merecesse maiores considerações. Afinal, fanatismo religioso e proselitismo exagerado sempre houve neste "mundo de meu Deus", e por sua causa já muito se matou e se morreu.
Todavia, não podemos esquecer que é de um "ungido" Brasil pré-eleitoral que estamos falando, ele mesmo situado numa América Latina "consagrada" a líderes messiânicos que se creem mais do que deuses.
E, se apenas alguns deles ousam ser tão blasfemos a ponto de se compararem ao próprio Cristo, todos eles, sem exceção, desejam ver os seus mandatos religiosamente prorrogados "até o final dos tempos". Ou, se tal não for possível, devido às manobras da "maligna" oposição, esperam ao menos passar a faixa presidencial para o discípulo ou a discípula mais amada, na esperança de que, em breve, possam voltar -ressuscitados- ao poder que idolatram de forma luciferina.
Cabe-nos, portanto, investigar, ainda que brevemente, o que diabos significa dizer que Deus é fiel. Em primeiro lugar, não deixa de ser notável que, num mundo onde a infidelidade sempre foi a regra dominante (se é que desejamos ser fiéis à verdade), se procure atribuir a Deus, com especial relevância, não a qualidade de ser bondoso ou justo, mas a de ser fiel. E isso precisamente numa época em que reina a publicidade -a "sacerdotisa-mor" da mentira, a "deusa-mãe" do engodo- e na qual amigo trai amigo, os sacerdotes traem os seus rebanhos, os políticos os seus eleitores, os comerciantes os seus clientes etc.
Não seria isso, talvez, algum tipo de "projeção compensadora", semelhante às discutidas por Freud, Marx, Nietzsche e Feuerbach, que visaria, ao jogar toda a luz sobre a divina perfeição, ocultar nas sombras a podridão humana?
Por outro lado, quando dizemos que Deus é fiel -supondo que saibamos, na teoria e na prática, o que é fidelidade-, na mesma hora nos vem à mente uma questão: a quem, nesse caso, seria Ele fiel?
Aos católicos que trucidaram protestantes ou aos protestantes que trucidaram católicos? Aos nazistas que assassinaram judeus nos campos de concentração ou aos israelenses que supliciam palestinos nos campos de refugiados? Aos muçulmanos que mataram "ocidentais" no 11 de Setembro ou aos "ocidentais" que massacram muçulmanos no Iraque e no Afeganistão? A Stálin, Pol Pot e Mao, que eliminaram dissidentes como matamos mosquitos, ou a Hitler, Mussolini e Franco, com suas terríveis atrocidades? Aos corintianos que esfolam palmeirenses (e vice-versa) ou aos cronistas esportivos que, por maldade ou ignorância, estimulam a violência nos estádios?
Infelizmente, se examinarmos as coisas como de fato se apresentam -tendo a história como suprema corte, como dizia Hegel- e não com os benevolentes olhos do "outro mundo", forçoso será concluir que o Pai Eterno se mostra bem mais fiel aos que esbanjam dinheiro nos shoppings de luxo do que às crianças que se acabam nos semáforos da Pauliceia; aos que erguem as odiosas barreiras transnacionais do que aos migrantes de todas as latitudes que não se cansam de tentar atravessá-las; aos malandros que vendem a salvação neste ou n'outro mundo do que aos crédulos que tolamente a compram; enfim, aos malvados, desonestos e egoístas do que aos bons, corretos e solidários.
Eu, que não sou teólogo, ouso crer, piedosamente, que Deus -se é que Ele existe- não é fiel a mortal algum, mas unicamente a Si mesmo, à Sua inextrincável complexidade, à Sua silenciosa incompreensibilidade, à Sua incognoscível natureza (incognoscível, quem sabe, até para Ele).
O que nos resta, a nós mortais, se formos lúcidos, é o enfrentamento cotidiano da terrível solidão desses espaços infinitos, que tanto assustavam Pascal, e dos quais provavelmente não virá resposta alguma, sobretudo se as perguntas forem feitas por pseudossacerdotes ou por políticos de ego inflado.
O que precisamos, no fim das contas, é ter coragem para lutar contra a tendência universal da humanidade a se curvar e a obedecer, que é muitíssimo maior do que qualquer eventual vontade de autonomia. Por causa dessa tendência, uns poucos "lobos" espertalhões são capazes de pastorear rebanhos gigantescos de "carneirinhos humanos", que se prostram agradecidos ao jugo do chicote, sempre contentes e -claro- fidelíssimos.

Texto de CLÁUDIO GUIMARÃES DOS SANTOS , 49, médico, psicoterapeuta e neurocientista, é escritor, artista plástico, mestre em artes pela ECA-USP e doutor em linguística pela Universidade de Toulouse-Le Mirail (França).
perplexidadesereflexoes.blogspot.com


Da Folha de São Paulo de 12/11/09