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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pesquisa investiga por que mulheres preferem cesárea


Para especialistas, fatores culturais somados à falta de leitos nas rede pública e privada afastam mulher do parto normal
Medo de sentir muita dor e preocupação com sexualidade também aumentam preferência por cesáreas

Marisa Cauduro/Folhapress
A bióloga Hana Masuda, 34, com a filha Alice, um mês após o nascimento por parto normal
A bióloga Hana Masuda, 34, com a filha Alice, um mês após o nascimento por parto normal
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Fatores culturais e falta de informação são alguns dos motivos que levam à preferência nacional pelo parto com data marcada.
Hoje, o Brasil é um dos recordistas mundiais em partos cesarianos. Em 2010, o número de nascimentos cirúrgicos chegou a 52%, passando os partos normais.
A preocupação com a quantidade de cirurgias no nascimento é tanta que o Ministério da Saúde vai fazer uma pesquisa com 24 mil mulheres para entender o que leva à escolha da cirurgia com data marcada para dar à luz.
O trabalho vai verificar qual é a indicação médica e os motivos que levaram a mulher a escolher um determinado tipo de parto -normal, cesárea ou até em casa.
A hipótese é que fatores culturais contem muito nesse tipo de decisão.
"A mulher brasileira se preocupa com a sexualidade e teme que o parto altere o períneo, o que é é um mito", diz Vera Fonseca, diretora da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e do Conselho Federal de Medicina.
MEDO DA DOR
O medo da dor também afasta a mulher do parto normal. "Temos uma imagem de parto normal como se vê no cinema, com dor e sofrimento. Isso afasta as mulheres da opção natural", analisa a historiadora da ciência Germana Barata, da Unicamp.
De acordo com a ginecologista da USP, Sonia Penteado, alguma mulheres que tentam enfrentar a dor do parto não aguentam.
"Já tive pacientes que chegaram a ter dilatação completa no parto, mas não toleraram a dor e pediram para que fosse feita a cesárea", conta.
Esse tipo de intervenção é possível no sistema privado. "No público, a mulher tem de aguentar a dor porque faltam cirurgiões", diz Penteado.
A proporção de quantidade de cesáreas no SUS gira em torno de 37% dos nascimentos. Na rede privada, o percentual sobe para 82%.
DECISÃO DO MÉDICO
Mas, além da cultura, a opinião dos médicos também conta -e muito- na decisão.
"Nunca chegou uma paciente no meu consultório dizendo 'quero cesárea e pronto'", diz Penteado.
Segundo ela, a maioria das mulheres decide com seu médico o tipo de parto.
Ela recomenda parto normal a suas pacientes desde que não existam fatores de risco, como hipertensão. Hoje, a doença é a principal causa de morte de mulheres no parto no Brasil (na Europa e nos EUA é a hemorragia).
Para Fonseca, muitos médicos incentivam a cesárea por receio de falta de leitos, inclusive na rede privada.
O Brasil tem 0,28 leito para cada mil usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) -o que, de acordo com o Ministério de Saúde, atende a demanda. Mas países desenvolvidos têm o dobro disso.
"Se a paciente entra em trabalho de parto de maneira inesperada, corre risco de não ter vaga. Isso dá insegurança para o médico."
"Fiquei exausta, mas valeu a pena; foi emocionante"
Além da dificuldade para encontrar um médico disposto a fazer parto normal, as brasileiras que decidem pelo nascimento natural enfrentam outra barreira: encontrar orientações adequadas para a hora de dar à luz.
"Procurei algum lugar que preparasse grávidas para o parto normal em São Paulo, mas não encontrei", conta a bióloga Hana Masuda.
Ela deu à luz sua filha Alice há cerca de um mês. "Nasci nos EUA quando minha mãe fazia pós-doutorado. Lá, ela fez um curso na universidade sobre parto normal. Aqui não achei nada disso."
Mesmo assim, o parto de Masuda foi tranquilo. "Senti dores como de cólicas menstruais, só que mais fortes."
A psicóloga Natália Amaral Hildebrand não teve a mesma sorte. Depois de cerca de dez horas de trabalho de parto com dores fortes, ela teve de fazer cesárea.
"Tive um edema [lesão] no colo do útero porque a bebê tinha a cabeça muito grande e não passava", conta.
"Pelo menos eu tentei e a Sofia nasceu no tempo dela."
De acordo com Hildbrand, o médico dela orientou o parto normal. "Já ouvi muitas grávidas dizerem que o médico escolhe pela paciente."
A advogada Julia Rodrigues Coimbra também optou pelo parto natural para dar à luz Francisco. Ela começou a sentir contrações em um sábado e entrou em trabalho de parto na quinta-feira. "Já estava exausta. Mas valeu a pena, foi emocionante."
(SR)Reportagem da Folha de São Paulo de 19/02/2012

Meu depoimento:
Boa parte das mães são convencidas por médicos que não querem "estragar" o "Final de Semana" ou a madrugada atendendo mães cujos bebês chegam em horas impróprias.
Estive em um hospital maternidade, acompanhando um período de internação de uma pessoa da família, curioso em ver os bebês recém-nascidos que são muito lindos, fui até o andar do berçário e não havia nenhum bebê, só então me dei conta que era DOMINGO e que a cegonha também merece descansar no "Final de Semana", acredito que a cegonha deveria estar curtindo um churrasco no sítio, golfe ou piscina no clube e por que não se torrando na praia, afinal de contas "cegonha" também é gente.

Fui conferir na Segunda, Terça e Quarta e "bingo" o berçário estava lotado destas criaturinhas lindas, os bebês.

Carnavais

A autêntica, pura e legítima expressão "Carnaval carioca" não tem mais sentido; o desfile das escolas de samba não é Carnaval, simplesmente


GRANDE E duradouro sucesso de público e de crítica, a expressão "Carnaval carioca" passou um período sumida, de raro em raro alguém a visitava no asilo da história. De uns tempos para cá, voltou ao cardápio dos assuntos frequentes, e é cada vez mais usada. Mas posso garantir, e o faço com palavra da moda para não deixar dúvida: a expressão que está aí é um clone. Preferiria dizer, por natural rejeição a modas, ainda mais se vocabulares, que é uma contrafação. Posso até admitir, no entanto, em benefício da compreensão, que é cópia pirata. E não paraguaia, não.

A autêntica, a pura e legítima expressão "Carnaval carioca" não tem mais sentido. Não o perdeu no de desuso, não, muito ao contrário. Ali, entre as velharias do asilo, a maioria deformada por falta de rigor histórico ou excesso  de fraude interesseira, "Carnaval carioca" foi sempre o repositório zeloso de originalidades encantadoras. Guardiã de tanta criação que nasceu para ser popular e se elevou a clássico, guardiã de uma criatividade livre e libertária, espontânea e feliz.

A reanimação, recente e crescente, dos dias reservados a Carnaval tem no Rio, como centro de tudo que então se passa, o desfile das escolas de samba: "a maior festa do mundo", dizem, pelo planeta afora, um de seus slogans no comércio internacional de turismo e os meios de comunicação lá e cá. Festa de quem ou para quem? Carnaval é, por definição, festa popular, o povo em festa.

No sambódromo, pesadão, um maciço de concreto, feio e óbvio, "povo" exige nova definição. No mês passado, por mais de uma vez a imprensa do Rio noticiou a procura de negros por algumas escolas de samba para participar dos seus desfiles. Isso, na pista.

Na assistência, o preço das arquibancadas e a reserva para os pacotes turísticos sugerem onde foi parar o povo mesmo. Aliás, o afastamento intransponível do "povo" em relação ao que se passa na pista, tal como se assistisse a um balé no Municipal, e os numerosos e vastos salões chamados de camarotes já diriam o suficiente sobre a relação do sambódromo com festa  popular.

O desfile das escolas de samba deve ser posto à parte do Carnaval. Não é Carnaval, simplesmente. Pode ser o mesmo em qualquer dia do ano, sem necessidade de qualquer coisa nele ou fora. Seria até mais um evento turístico. Escola, como se denominaram as agremiações de samba mais populares, não há ali. Samba, idem.

O objetivo de desfilar e seus diferentes canais de dinheiro apropriaram-se das agremiações ("escolas" porque o mero dançar ali ensinava o samba no pé, como as artes da bateria).

Repórter iniciante no "Diário Carioca", fui muito, com um colega já grande repórter, Mário Ribeiro, à Império Serrano. O belo nome desse Grêmio Recreativo Escola de Samba me fascinou, e quis conhecer sua razão de ser. Ficava em um recanto do subúrbio de Madureira, quase ao final da escadaria impiedosa que escarpava uma colina, também graciosa no nome, chamada Serrinha. Preliminares atraentes demais.

E a hospitalidade franca, a bateria diabólica, e sobretudo as músicas (muitas, grandes sucessos dez e mais anos depois, com Nara, Clara Nunes, Beth Carvalho, mais e mais) faziam o resto, naquele galpão improvisado para a alegria semanal de poucas dezenas de pessoas.

Assim e ali, fizeram-se os títulos conquistados pela Império na avenida Rio Branco e depois na Presidente Vargas, com o povaréu se somando aos figurantes vestidos de barões e marquesas que, por mais uma distração da obra divina, tivessem o samba no pé e a alma do povo. Carnaval Carioca.
Do Vassourinhas, de tempos que não conheci, ao Bafo da Onça, de meado do  século passado, e ao antigo Cordão do Bola Preta, blocos incontáveis fundiram-se à história do Carnaval carioca. Tinham umas quantas centenas de componentes, às vezes uns poucos milhares.

Mas sua fama nunca intimidou ninguém. Era comum ruas, empresas, clubes terem seus próprios blocos, nos quais iam entrando e saindo aderentes eventuais. E dando sentido às ruas, em todos os bairros, a cidade toda eram um só Carnaval. Seu e à sua maneira.

As estimativas dos blocos atuais dão-lhes 300 mil integrantes, 500 mil, 1 milhão e até 2,5 milhões no Bola Preta. Quando ouço estes números, penso nos 200 mil que superlotaram o Maracanã, uma multidão tão espantosa que, mesmo tendo-a visto de dentro, dela só se pode lembrar vagamente. Pois, lê-se e ouve-se, ficou fácil haver blocos com vários Maracanãs superlotados. O Bola Preta viria, nos 2,5 milhões, com mais de 12 Maracanãs, apesar de inexistir onde os por a desfilar. Ou como desfilar.

Divida-se cada uma de tais cifras pelo número que se quiser, os meios de comunicação não se importam. Nem importa mesmo: esses blocos não são blocos cariocas. Com os seus milhões ou trilhões, as pessoas apenas se apertam e, como velhinhos de últimos cansaços, arrastam os pés. Na forma, tais blocos são uma importação mal adaptada do Carnaval de Recife. Nada a ver com o Carnaval carioca.

E agora começou no Rio o Carnaval à maneira de Salvador, em que cantores têm camarotes e palanques de onde conduzem o Carnaval, uma espécie de show aberto. Nada a ver com o Carnaval carioca.

Nesse quesito das marchas, não se pode esquecer a força do grotesco: o que  seria o samba do desfile das escolas de samba é um ritmo inidentificável, horrendo, com as "celebridades" e as modelos (seja lá do que forem, mas a variedade não é grande) arrastando os pés e, diante de alguma câmera, dando uns pulinhos como se o chão estivesse pelando -é o seu samba no pé.
E aos lados da correnteza, atrás, por toda parte, uns sujeitos gritando "corre!", "acelera!", "corre mais!", "correeendo! mais depreeessa!".

Com o tempo e com outras mudanças, haveria de mudar. Mas não desse jeito. Não precisava, ao menos, deixar de ser o Carnaval carioca.

De Jânio de Freitas na Folha de São Paulo de 19/02/2012

domingo, 12 de fevereiro de 2012

GREVE NO HOSPITAL DE SÃO PEDRO DOS FERROS

Atraso de pagamento de salários paralisa hospital de São Pedro dos Ferros






Comentário de José Geraldo da Silva

Uma das grevistas me informou que existem funcionários com 5 (cinco) férias atrasadas, 3(três) 13º salarios atrasados e 2(dois) salários mensais atrasados.

Não entendo nada de repasses de verbas federais e estaduais para que os municípios cuidem da saúde de seu povo, mas eu pergunto uma pergunta que não quer calar:
- por que a prefeitura gasta verba milionária com artistas de outras terras em festas?
- por que a prefeitura gasta verba milionária com a festa do "ferrense ausente"?
- será que o ferrense ausente é aquele foi visitar "São Pedro" mais cedo do que deveria?
- ou seja, ferrense ausente é o ferrense que se "ferrou" e foi pro inferno ou pro céu antes do tempo?


.
A primeira parte do texto foi copiado do Jornal Regional
http://www.raulsoaresonline.blogspot.com/2012/02/atraso-de-pagamento-de-salarios.html

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O PT tucanou a privataria

O PT tucanou a privataria

Categoria: Politicalha
Já tem mais de 15 anos que o Brasil não consegue superar o tema (ou seria trauma?) das privatizações. Por todo esse tempo, petistas pintaram as privatizações como o grande mal desse país, enquanto tucanos as praticaram, lucraram com elas e depois se envergonharam delas. Em meio a tantos discursos, faltou a verdade: a privatização não é solução definitiva para nada, nem tampouco é o mal absoluto. Em alguns casos ela serve, porque presta serviços importantes à população (se forem bem fiscalizados e regulados pelo estado), como no setor de telecom e nos aeroportos. Em outros casos, não servem, porque são setores estratégicos, como foi o fatídico caso da Vale do Rio Doce. E tem os três setores em que a privatização não pode nem ser levada em consideração: saúde, educação e segurança. O real problema da questão é a formacomo as privatizações foram feitas por aqui, com empresários agindo em conluio com autoridades do governo, mediante farta distribuição de propinas.
Antes, o argumento anti-privatização dos petistas era de que “não se pode entregar um bem público ao capital estrangeiro”. Agora, adequaram o discurso tentando mostrar que as suas privatizações são melhores do que a dos tucanos. Acontece que, bom ou ruim, esse modelo adotado pelo governo petista nos aeroportos é o mesmo adotado pelos tucanos nas estradas do estado de São Paulo, o que elevou enormemente os preços dos pedágios. E, querendo ou não, o governo está abraçando a iniciativa privada — seja via concessões, PPPs (parcerias público-privadas) ou o leilão com participação do BNDES e dos fundos de pensão. A concessão dos aeroportos aconteceu porque há um gargalo terrível no setor e o governo sabe que não conseguirá expandi-lo e modernizá-lo sozinho até a copa.
Enfim, com tudo isso, esperamos que 1) essa privatização dos aeroportos traga os benefícios desejados pela população; 2) que se encerre de uma vez por todas essa briga tola dos militantes anti e pró privatizações; e 3) que no futuro não apareçam  novas denúncias em forma de livro, tipo um A Privataria Petista

Jornal da Tarde 9 de fevereiro de 2012http://blogs.estadao.com.br/tragico-e-comico/2012/02/09/o-pt-tucanou-a-privataria/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Criança que come papinha de colher tem maior chance de ser obesa

Bebê que come papinha dada com colher fica mais gordo
Deixar a criança comer alimentos sólidos com as próprias mãos leva à preferência por cardápio saudável, diz estudo feito na Inglaterra
Petrenko Andriy/Shutterstock


Mamães, seu bebê é mais esperto do que você pensa quando se trata de aprender a comer comidas sólidas. Aliás, ele é até mais esperto do que você mesma na hora de ser desamamentado.
O bebê que escolhe sua própria comida com as mãos tem menos chance de virar uma criança obesa do que aquele que ficou recebendo papinha de colher da mãe, revela uma pesquisa britânica.
O estudo foi publicado na revista científica "BMJ Open" por Ellen Townsend e Nicola Pitchford, da Universidade de Nottingham, Reino Unido. A "BMJ Open" é uma revista de acesso público do grupo que edita a prestigiosa "BMJ" ("British Medical Journal").
Foram estudadas 155 crianças entre vinte meses e seis anos e meio de idade; seus pais responderam a um questionário sobre os hábitos de alimentação dos petizes.
Desse grupo, 92 eram bebês cujos pais deixavam a seu critério a alimentação.
O bebê tinha uma escolha de alimentos na sua frente e pegava o que queria comer. Isso costuma acontecer aos seis meses de idade. A princípio, o bebê apenas lambe a comida, antes de decidir por mastigá-la.
Os outros 63 bebês não tinham escolha. Era a mãe que enfiava a comida pastosa, as papinhas de vários tipos de alimento, nas suas bocas, com colher, o método do "olha o aviãozinho".

PREFERÊNCIAS
Os bebês que se alimentavam sozinhos, revelou o estudo, comiam mais carboidratos e alimentos saudáveis que os seus colegas que recebiam comida de colher.
Eles também gostavam mais de proteínas e de alimentos integrais do que as crianças que comiam papinha amassada.
Já a turma da colher curtia mais alimentos doces -apesar de as mães oferecerem a eles mais opções de alimentos como carboidratos, frutas, vegetais e proteínas do que a turma que pegava a comida sozinha.
Não deu outra: a turma da colher teve maior índice de crianças obesas do que a que pegava a comida com as próprias mãos.
"Apresentar os carboidratos às crianças em seu formato completo de alimento, como torradas, em vez de em forma de purê, pode ampliar a percepção de características tais como a textura, que é mascarada quando o alimento está na forma de papinha", escreveram os autores.
Segundo eles, pesquisas anteriores já mostraram que a apresentação da comida influencia significativamente as preferências alimentares.
Eles também afirmam que os carboidratos podem ter tido destaque na preferência dos bebês por serem mais fáceis de mastigar do que alimentos como a carne.
"Nossos resultados sugerem que o desmame liderado pelo bebê promove preferências por comida saudável no começo da infância que podem proteger contra a obesidade. Essa descoberta é importante dados os problemas sérios com obesidade infantil que afetam muitas sociedades modernas", escreveram os pesquisadores.

MÃE NERVOSA
A "ansiedade" da mãe em ter um filho em boas condições de saúde pode levar a exageros na alimentação do bebê, segundo Ary Lopes Cardoso, chefe da Unidade de Nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP.
"A mãe quer ver o filho gordinho. As crianças ficam obesas pela proteção excessiva."
A orientação que ele e outros profissionais de saúde dão às mães é semelhante à que o novo estudo sugere: a criança tem que mostrar a vontade de comer e ser alimentada adequadamente, sem exageros motivados pela ansiedade.

Ricardo Bonalume Neto na 
Folha de São Paulo de 07/02/2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Comentários de ANDRES BOTELHO ARAÚJO

Ô Romeuô,a quantos anda o bairro Prado? E o edifício J.K.? Nunca mais assisti a um show do Rick Wakeman e tem muitos anos que não vou a Sericita, cidade louca... Saudades,cara! Tenho boas recordações dessa terrinha e das amizades que lá fiz, você especialmente é uma delas. Lembra do enterro simbólico que lá fizemos onde o César Mafia era o defunto e durante o traslado o dito cujo sentiu-se sufocado e tivemos que parar no buteco do Zé do Zoca para que o morto vivo se refrescar? Tempinhos bons... Fiquei feliz em ler suas palavras, um grande abraço e tudo de bom a você e a família. Recomendações a galera. Andres BotelhoPor Araújo em Fotos de Sericita - Minas Gerais em 26/01/12
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Você se lembra como me conheceu? O bom de ser feio e pobre é que quando uma pessoa gosta de você, ela gosta mesmo... Vou namorar é com a calculadora, ela pelo menos sabe dar o valor correto. Saudações aos meus familiares e amigos sericitenses. ANDRES BOTELHO ARAÚJO
Por Araújo em Sericita em fotos em 26/01/12
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Músico e Sociólogo Carlos Benethi no Talk Show - JustTV - 24/01/12



Assista Tv Pela internet, http://www.justtv.com.br

Carlos Benethi é cantor, compositor e formado em Sociologia e História. Sua formação acadêmica influencia diretamente sua obra, revelando letras com questionamentos sociais e comportamentais. Em fase de produção de seu segundo CD independente, Carlos fala um pouco de sua trajetória, além de mostrar um pouco de sua arte.

Programa transmitido ao vivo todas às terças às 21h no http://www.justtv.com.br

Programa exibido dia 24/01/12 Oferecimento: http://www.Goorila.com.br

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CASO PINHEIRINHO - COMUNICADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

23/01/2012


Tendo em vista o noticiário sobre o episódio do Pinheirinho, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informa:


        1 – Toda mobilização policial na data de 22/1/12 se deu por conta e responsabilidade da Presidência do Tribunal de Justiça, objetivando o cumprimento de ordem judicial;
        2 – O efetivo da Polícia Militar em operação esteve sob o comando da Presidência do Tribunal de Justiça até o cumprimento da ordem;
        3 – O Executivo do Estado, como era dever constitucional seu, limitou-se à cessão do efetivo requisitado pelo Tribunal de Justiça.


        Comunicação Social TJSP - AC (foto)
        imprensatj@tjsp.jus.br

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ministro Garibaldi Alves, uma inesperada e agradável surpresa

MINISTRO GARIBALDI ALVES

"Vamos desmontar 40 quadrilhas que atuam na Previdência"
Ministro reconhece falhas em fiscalizações, faz parceria com a PF e o Ministério Público e avalia que poderá evitar prejuízo de R$ 200 milhões
por Adriana Nicacio


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PROMESSA
Ministro da Previdência promete desbaratar organizações
especializadas em fraudar o INSS até o fim do ano
Há um ano no cargo, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, garante que em 2012 a ima­gem de um queijo suíço começará a deixar de ser a ilustração preferida dos humoristas quando tratam de seu ministério. Segundo ele, a regalia do servidor público, que apesar de contribuir com 11% do salário para a Previdência se aposenta com remuneração integral, está com os dias contados. Se não for assim, diz Garibaldi, nenhum esforço de arrecadação será suficiente para cobrir o rombo deixado pelo pagamento de proventos dos servidores públicos, que, em 2011, somaram R$ 60,8 bilhões, cifra idêntica ao orçamento do Ministério da Educação. Nesta entrevista à ISTOÉ, Garibaldi diz que a Previdência, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público, passou a combater com mais rigor os onerosos desvios operados por organizações especializadas em fraudar o INSS. Na primeira quinzena de janeiro, 46 quadrilhas estão sob investigação do ministério e a maioria, segundo ele, deverá ser desbaratada até dezembro. O ministro também defende uma política que limite os privilégios aos servidores públicos e dê maior autonomia aos médicos da Previdência para a liberação dos benefícios.
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"A presidenta Dilma é bastante econômica e, por ano, o governo gasta
R$ 60 bilhões só com o pagamento de pensões generosas demais"
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"Foi acertado com a ministra Gleisi que os médicos estão autorizados
a conceder por até 60 dias o auxílio-doença para evitar a perícia inicial"
Istoé - A megafraudadora da Previdência, Jorgina de Freitas, diz que a Previdência continua sendo lesada e que o roubo não acabou. Ela tem razão?
Ministro Garibaldi Alves -
Ela tem toda a razão, as fraudes continuam. Mas temos uma força-tarefa dentro do ministério, que trabalha com o sistema da Polícia Federal. E o INSS aqui e acolá descobre uma fraude. Recentemente, a PF deflagrou as operações Inserção e Cigarra e prendeu 14 integrantes de três quadrilhas especializadas em inserir vínculos empregatícios falsos para receber benefício irregular da Previdência. A denúncia partiu do próprio INSS. A nossa Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos está investigando 46 casos. Eu brinco e chamo de assessoria de prevenção de acidentes. Mas, este ano, com a participação da PF, vamos desmontar 40 quadrilhas que atuam na Previdência. 

Istoé - Qual o tamanho dos desvios? 
Ministro Garibaldi Alves -
Na ordem de R$ 200 milhões.
Istoé - O sr. não acha preocupante existirem 40 quadrilhas atuando?
Ministro Garibaldi Alves -
É incrível, não é? Mas é verdade. E ao longo do ano o número de casos vai aumentar, porque toda semana recebemos denúncias. Quando os indícios não se materializam, elas são descartadas, mas também há muita busca e apreensão. 

Istoé - O sr. parece bem vontade num ministério que, quando não está rodeado de fraudes, tem que tampar buracos no próprio orçamento. 
Ministro Garibaldi Alves -
Não pensei que fosse gostar tanto. Mas tenho que bater na madeira (bate com a mão na mesa). Pronto, bati três vezes para isolar, porque até agora tem dado certo. No Executivo, a gente vira vitrine e a qualquer momento pode chegar um estilhaço.

Istoé - Risco que o sr. corre se o déficit da Previdência aumentar...
Ministro Garibaldi Alves -
Repare, não há déficit no INSS urbano. O resultado praticamente triplicou entre 2010 e 2011. Foram R$ 7,7 bilhões em 2010 e R$ 19,8 bilhões em 2011. A conta não fecha no sistema rural e no regime de previdência dos servidores públicos. O rombo provocado pelo pagamento aos servidores públicos subiu R$ 60,8 bilhões. Isso anula qualquer esforço de arrecadação e os números ficam negativos. Mas o déficit está caindo.

Istoé - 
O sr. quer dizer que a arrecadação do setor privado sustenta todo o sistema?
Ministro Garibaldi Alves -
Quase isso. O déficit começou a diminuir por vários motivos. O que mais pesa é o crescimento da economia, porque a geração de empregos com carteira assinada disparou. Também é um reflexo da ordem da presidenta Dilma Rousseff de reduzir gastos.

Istoé - Então, não há mudanças a serem feitas no INSS? 
Ministro Garibaldi Alves -
Tem uma distorção gigantesca nas pensões. Os pagamentos das pensões são de uma frouxidão, de uma generosidade extrema. Porque a pessoa com uma contribuição só deixa um benefício para o resto da vida de seus descendentes diretos. Um exemplo é o chamado casamento previdenciário. O cidadão está com a vela na mão, à beira da morte, se casa, morre e deixa uma pensão para não sei quantos anos, sem nenhuma carência. Não existe isso em lugar nenhum do mundo. É até difícil de acreditar. No Japão, a carência é de 20 anos entre a contribuição e o falecimento.

Istoé - Como o sr. pretende corrigir isso? 
Ministro Garibaldi Alves -
Estou mostrando a situação, mas corrigir ainda não é uma decisão do governo. Temos as propostas que vamos submeter ao núcleo do governo, os ministérios da Fazenda, do Planejamento e a Casa Civil, para depois levar à presidenta. Acho que ela não vai se opor. A presidenta Dilma é bastante econômica e, por ano, o governo gasta R$ 60 bilhões só com o pagamento de pensões generosas demais.

Istoé - Uma alternativa para reduzir esse custo pode ser impedir o pagamento da aposentadoria e da pensão a um mesmo segurado?
Ministro Garibaldi Alves -
A dependência presumida diz que se a pessoa tem renda própria não tem direito à pensão. Mas acabar com essa regalia é o que há de mais polêmico quando o assunto é pensão.

Istoé - Outra regalia é a aposentadoria integral dos servidores públicos... 
Ministro Garibaldi Alves -
Ah, os servidores! Esse déficit, que só se agrava, já é do tamanho de todo o orçamento do Ministério da Educação. O cálculo da aposentadoria do servidor público é interessante. O rombo é de R$ 60 bilhões, mas não é só isso que a União gasta. Durante toda a sua vida profissional, o servidor contribuiu com um terço e o Tesouro com dois terços e a União ainda manda dinheiro depois para cobrir o déficit.

Istoé - Mas falta empenho do governo para aprovar o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores.
Ministro Garibaldi Alves -
Esse projeto está na Câmara trancando a pauta, em regime de urgência. Logo quando o recesso acabar o Funpresp vai entrar em discussão e votação. Nós estamos confiantes de que será aprovado. Esse projeto estava desde 2007 na Câmara. Ele adormeceu por três anos, porque iguala o teto dos servidores com o dos aposentados pelo INSS, atualmente em R$ 3.916,20. Hoje, na prática, não existe teto. E, no Funpresp, o governo só contribuirá até 8,5%. Depois disso, se o servidor quiser pagar mais, pode pagar, mas o governo não se solidarizará mais. A longo prazo vai zerar o déficit da Previdência.

Istoé - Zerar o déficit? Em quanto tempo? 100 anos?
Ministro Garibaldi Alves -
Zerar, não zera. É verdade. Mas vai reduzir substancialmente esse problema daqui a 15 anos. Hoje, quem projeta os déficits da Previdência a longo prazo fica extremamente preocupado. Déficit zero, nem os nossos netos vão ver. 

Istoé - Atinge os atuais servidores? 
Ministro Garibaldi Alves -
Sem atingir já demorou tanto, agora, avalie, atingindo.

Istoé - E o auxílio doença? Ainda é uma preocupação como foi nos últimos anos? 
Ministro Garibaldi Alves -
Ele está tendo um comportamento dentro do esperado. Crescendo proporcionalmente ao número de pessoas abrigadas pela Previdência Social. A nossa preocupação é melhorar a perícia médica, pois ainda há muita queixa dos trabalhadores em relação a ela. 

Istoé - 
Há recursos para contratar novos médicos?
Ministro Garibaldi Alves -
Vamos realizar um concurso no dia 12 de fevereiro para 375 médicos. Eles serão chamados assim que terminar o processo de seleção, porque estamos com duas mudanças. Já foi acertado com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) que os médicos previdenciários estão autorizados a conceder por até 60 dias o auxílio-doença para evitar a perícia inicial e toda a burocracia envolvida nesse processo. E também vamos ampliar o programa de reabilitação profissional. Se o trabalhador não pode pegar peso por um problema de coluna, pode ser preparado para trabalhar num escritório.

Istoé - O sr. não teme fraudes nesse novo processo de perícia?
Ministro Garibaldi Alves -
Fraude por quê? Se cometer fraude o médico vai responder.
Istoé - Quais as próximas metas? Ministro Garibaldi Alves -
Ampliar a cobertura previdenciária. Há 28 milhões de pessoas que não contribuem para a Previdência e metade delas ganha menos de um salário mínimo. Ninguém pensou, por exemplo, que a dona de casa tinha o direito de ser atendida pela Previdência. E, agora, se criou esse programa que dá condições à família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais, com renda de até dois salários mínimos. Desse modo, elas podem contribuir com 5% sobre o salário mínimo. Se não for assim, 14 milhões vão cair no auxílio de assistência social de recursos do Ministério de Desenvolvimento Social.
Istoé - Na ponta do lápis, há mais vantagem em contribuir para a previdência privada complementar do que para o INSS.
Ministro Garibaldi Alves -
Não estou dizendo para as pessoas deixarem de contratar a previdência privada. Mas, segundo dados do PNUD, pessoas abaixo da linha da pobreza vivem com meio salário mínimo. Se não existisse o INSS, no Brasil, 87% dos nossos idosos estariam abaixo da linha da pobreza.
Istoé - Como está a relação do sr. com o Senado?
Ministro Garibaldi Alves -
Os parlamentares começaram a contribuir com um projeto do ministério. Estamos expandindo o número de agências para atender melhor o beneficiá­rio. E pretendemos, em dois anos, instalar 720 agências. Um aumento de mais de 50%. Os prefeitos doam o terreno e a Câmara Municipal aprova. Mas cada agência custa R$ 1,1 milhão. Então, decidimos pedir aos parlamentares que, com emendas individuais e de comissão, destinem emendas de R$ 500 mil. Visitei todas as bancadas de quase todos os partidos e conseguimos R$ 59,8 milhões, de 92 emendas.

Istoé - 
Todos contribuíram?
Ministro Garibaldi Alves -
O PT foi o partido que mais contribuiu, com 23%, seguido do PMDB, com 18%. A maior parte das emendas foi para a Bahia.

Istoé - 
Mas a relação entre PMDB e PT em seu Estado, o Rio Grande do Norte, não é das mais amigáveis...
Ministro Garibaldi Alves -
A questão local se sobrepõe de uma maneira que, às vezes, deixa a gente numa situação embaraçosa.

Istoé - 
Que constrangimentos o sr. tem passado? 
Ministro Garibaldi Alves -
Fui eleito senador com mais de um milhão de votos no Estado e, às vezes, tenho três candidatos a prefeito que votaram em mim. E todos os três se sentem com o direito de pedir que eu peça voto para eles.

Da revista Istoé

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/187446_VAMOS+DESMONTAR+40+QUADRILHAS+QUE+ATUAM+NA+PREVIDENCIA+

domingo, 15 de janeiro de 2012

Demissão de juízes

Secretário da Justiça propõe pena de demissão para juízes

Flávio Caetano defende mudança na legislação para punir magistrados

 Novo titular da Secretaria de Reforma do Judiciário diz que aposentadoria compulsória, prevista hoje, 'não é punição'

O novo secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, 41, defende mudanças na lei para possibilitar a demissão de magistrados que tiverem cometido irregularidades.

Hoje, a maior pena prevista na Lei Orgânica da Magistratura, de 1979, é a aposentadoria compulsória.
"Este é um ponto que realmente tem que ser discutido. A aposentadoria não é tida juridicamente como punição. Pelo contrário, é um direito", disse Caetano à Folha na sexta-feira, dia em que assumiu o cargo no ministério.
Antes, ele ocupava a chefia do gabinete do ministro José Eduardo Cardozo.
"Punição é demissão. É a forma como alguém pode ser retirado do serviço público. Para os servidores públicos existe a demissão, não existe a aposentadoria", afirmou.
Criada em 2003, a Secretaria de Reforma do Judiciário foi protagonista na criação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e exerce hoje a função de articular os interesses do Judiciário e do governo.
No caso da lei da magistratura, é o STF (Supremo Tribunal Federal) quem tem competência para propor mudanças, mas nada impede que o governo participe do debate.
Atualmente, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, esboça um projeto de lei para modificar a legislação, considerada ultrapassada até por setores da magistratura. A expectativa é que ele envie o texto ao Congresso até o final de abril.

'MEXER NO BOLSO'

Ao defender a discussão sobre como efetivamente punir juízes envolvidos em irregularidades, Caetano engrossa o coro pela modernização da lei. No ano passado, a corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, defendeu que as penas "têm de mexer no bolso" dos magistrados.
Segundo ela, as punições devem também incluir multas e a devolução dos valores obtidos com a venda de sentenças ou outros atos ilegais.
Quando defendeu isso, em novembro, ela também chegou a criticar a demora do Supremo em preparar a nova lei.

MUDANÇA

Com a posse do novo titular, a secretaria vai ter seu nome alterado. Passará de Reforma do Judiciário para Assuntos Judiciários.
Caetano contou que pretende focar projetos que possibilitem uma maior celeridade da Justiça.
"Aquele velho ditado de que a Justiça tarda, mas não falha não tem razão de ser. Só por tardar ela está falhando", disse ele.
Umas das primeiras medidas da nova gestão será lançar uma linha de financiamento em parceria o BNDES de R$ 300 milhões, ainda neste mês, para as defensorias públicas dos Estados.
A ideia é que o defensor monitore por meio de sistema informatizado a execução de penas, desde a prisão até a condenação, para evitar que uma pessoa fique presa além da sentença.


Texto de Andréa Sadi e Felipe Seligman na Folha de São Paulo de 15/01/2011